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A queda do Paraíba para a segunda divisão do Paraibano após a derrota, por 2 a 0, para o CSP, na última quarta-feira, não foi surpresa para ninguém, nem mesmo para o presidente Tiko Miudezas. Inesperada mesmo só a reação do dirigente, que pareceu aliviado com a situação. E com um “Graças a Deus”, desabafou sobre os fatores que levaram a Cobra Coral do Sertão ao rebaixamento neste ano.

O dirigente também contou que o período de presidir o clube está com os dias contatos e que pretende entregar o cargo. Ao listar os fatores que ocasionaram a queda, Tiko criticou a arbitragem, falou sobre os gastos e a falta de rentabilidade do Campeonato Paraibano.

– Graças a Deus acabou. Tivemos muito prejuízo, muito gasto e de tudo um pouco. A arbitragem erra muito contra os times pequenos e o campeonato que não é rentável. É claro eu eu não queria o rebaixamento, mas também não estou triste. Isso (o rebaixamento) eu já esperava há muito tempo. Foi um planejamento errado, foi um investimento errado. E o que começou errado, vai terminar errado – disse.

Tiko ainda falou sobre uma declaração sua, dada nessa quinta-feira, quando divulgou que o Paraíba Sport Clube encerraria as atividades. No entanto, o dirigente voltou atrás e contou que ele pretende se retirar da presidência da Cobra Coral e vai aguardar que alguém da atual diretoria assuma o clube para a disputa da segunda divisão estadual em 2018.

– Não vamos propriamente fechar. Eu não tenho mais interesse em continuar no futebol, Diante todas as decepções, eu joguei a toalha. Na verdade, eu falei que iria fechar, mas acho que haverá outras pessoas interessadas em dar continuidade. Se não aparecer ninguém, aí fecha. Pela estrutura que temos hoje, de apartamentos, alimentação e ônibus eu acho que alguém, da própria diretoria, deve assumir – revelou.

O dirigente disse que antes de entregar o cargo fará uma reunião com o patrocinador oficial do clube, para saber se ainda existe o interesse em investir na agremiação e, assim, definir o futuro do Paraíba.

Para Tiko, o elenco foi bem formado, tinha boas peças, mas e campo não apresentaram uma boa formação. De acordo com o presidente, a folha com os jogadores era de R$102 mil, sem contar com gastos de alimentação e viagens. Ao longo da competição, a folha foi caindo e hoje gira em torno de R$70 mil. Ao longo de 16 rodadas, o Paraíba somou apenas 11 pontos e tem somente uma vitória, 10 gols marcados e 20 sofridos.

Na temporada de 2017, passaram pelo Paraíba quatro treinadores. Jorge Luíz iniciou o certame estadual no comando da Cobra Coral e ficou por cinco rodadas. Em seguida, Paulo Sales assumiu, mas só treinou a equipe em duas rodadas. O preparador físico Alexandre Duarte também comandou o Paraíba, antes da chegada de Neto Maradona. Este último treinou o time por seis rodadas e, por enquanto, permanece no comando até o fim do estadual. O Tricolor ainda tem dois jogos a cumprir contra Campinense e Botafogo-PB.

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